Pílulas da noit…

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Pílulas da noite
” Levi, eu vou desligar a televisão, você vai virar pro lado e dormir. Televisão não leva a nada, chega. Agradeça ao Papai de céu pelo dia de hoje e feche os olhos.
Mas, mãe, Papai do céu leva o que? A televisão leva o desenho, mãe.”

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Recorte e cole

– Cadê a lição de casa, deixa eu ver?
– Tá aqui. Tenho que recortar e colar 3 animais do cerrado, dos campos, da caatinga e do Pantanal.
– De novo essa história? Semana passada foram árvores da primavera, verão, outono e inverno. Seu irmão, outro dia mesmo, tinha que recortar e colar coisas que Deus criou. Achou logo um dinossauro.

– Filho, vai na cozinha perguntar pro seu pai se Deus criou os dinossauros.
– Ju, se os dinossauros viveram há milhões de anos atrás, como pode ter sido Deus quem criou?
– Não sei, por isso pedi pra ele perguntar. Não sei em que ano Deus nasceu. Jesus eu sei, mas Deus eu não sei.
– Deus e Jesus é a mesma coisa.
– Não é, não. Deus é pai de Jesus. Não é?
– Ah, filho, leva o dinossauro e pergunta pra sua professora.

Caatinga, Cerrado, Pantanal, Campos. Campos, que campos? Do Jordão? Bom, jacaré, tuiuiú, onça pintada, tucano, macaco, sucuri, tem vários.
– Cadê as revistas?
– Estão ali. Tem Casa Claudia, Casa Vogue, Minha Casa, Construir por menos, Decorar com pouco e tem também umas de faça-você-mesmo que eu comprei quando encasquetei de fazer crochê.
– Ju, revista de decoração?
– Ou pega aquelas que seu pai compra que ensina a ganhar bíceps, tríceps, tipo Nova versão masculina.
– Ô, ninguém vai recortar as minhas revistas, não. Eu vou usar, vou emagrecer, ficar forte, vou seguir as dietas.
– Aqui, achei três veados e um macaco. Cadê as tesouras desta casa? Vocês somem com as tesouras. Cadê a folha que arranquei que tinha um sapo. Vê se tá embaixo do sofá. Cadê esse sapo, gente?
– Três veados? Não, Ju, um só tá bom. E onde eu colo? Onde tem veado?
Pensei em responder que em todo canto tem, mas lembrei que já vi alguns no sítio, aqui mesmo no interior de São Paulo. Mães com filhotinhos, uma fofura.
– Acho que no Cerrado. Cola no cerrado. Mas, escuta, sua professora não ensinou? Passou a lição e não contou onde tem veado?
– Vamos ver no google?
– Vamos.
– E o  macaco?
– Macaco tem no Brasil todo. Cola em qualquer lugar e vamos dormir.
– Mas eu ainda não acabei a lição.
– Achei um quati. Procura aí na internet onde tem quati.
– Na Argentina.
– Vamos dormir. Isso não é hora de fazer lição. Amanhã você imprime umas araras, uns micos, uns tamanduás, tatu bola.
– A professora falou que não pode imprimir.
Então, amanhã a gente pensa.

Tatuagem

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– Levi, vamos limpar estas tatuagens de caneta que seu pai fez em você, porque não pode ir pra escola de tatuagem.
– Não pode, né, mãe?
– Não, a professora não deixa e outra, ela vai achar que você tá sujo e não toma banho.
– Mãe, mas tatuagem não é sujeira, é desenho. Meu pé tá sujo, olha aqui, isso é sujeira, tatuagem não é. Viu, mãe?

Posts mais lidos do blog

Eu fiquei um tempo sem escrever e a listinha dos posts mais lidos do blog, que ficava ali do lado, sumiu.
Então, aqui vai, pra quem tá chegando agora ou quer reler:

Superação

O banho que eu não dava

Porque Levi. Com i.

Bebê Herói.

A maternidade e o overthinking nos dias de hoje

Perdas e ganhos

Quero terceirizar meu filho!

Desde que me tornei mãe, passei a ler e me envolver com aquele velho e conhecido tema: a terceirização dos filhos.
Você não tem filho ou nunca ouviu falar em terceirizar uma criança? É assim: você tem um bebê e depois contrata um batalhão para educar, dar banho, levar no pediatra, na pracinha, na reunião da escola, na festinha, colocar pra dormir, checar se está na hora do remédio, acordar de madrugada pra ver se está respirando.
Resumindo, terceirizar é isso: você ter mil coisas mais importantes pra fazer e não ter tempo de cuidar do seu pimpolho, aquele serzinho que passou nove meses hospedado na sua barriga.

Pois agora, três anos depois, chegou a minha vez de entrar nesta panelinha vip: eu quero terceirizar meu filho!

Sim, quero! Quero uma babá pra dar o almoço e o jantar pro Levi. Ou melhor, uma babá cozinheira, que faça a comida e depois execute a função. Uma babá cozinheira governanta alemã.
Quero terceirizar a sagrada hora das refeições.
Tem que ser tipo uma babá Free lancer, que vem, volta e depois vem de novo, à noite. Alguém com a paciência que me falta nestes momentos.
Do resto eu cuido, mas quero outra pessoa pra fazer comida, depois colocar o prato na mesa e ouvir “não quero, não tô com fome, não gostei, ontem eu gostava mas hoje não gosto mais, peraí, vou tomar o suco primeiro, olha o que eu sei fazer com a cadeira, hmmm, tô com dor de barriga, não posso almoçar, ô manhê!”

Não precisa forçar meu filho a comer brócolis, pode dar batata frita de vez em quando, eu não ligo. Só quero estar fora de casa entre onze e uma da tarde e entre seis e oito da noite.
E por favor, não me venham com aquelas dicas de fazer sanduiche com cara de ursinho, omelete com corpo de girafa, arroz com dois olhinhos e uma boca, porque nada disso convence.

Pronto, confessei, se alguém tiver candidatas, entre em contato.

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imagem meramente ilustrativa. Levi é bem pior que esse bebê.

Uma breve história de amor

No começo deste ano, Levi ganhou o que talvez seja o maior presente da vida dele. Não é um gato nem um cachorro. Aliás, tô devendo a história do dia que eu tive a genial ideia de dar um cachorro pro meu filho. Depois conto. É uma história que afundou igual submarino atacado pelo inimigo na batalha naval.

Levi ganhou um presente de 1,64m, que calça 42 e já carrega 10 anos de experiência, um irmão! Eu não engravidei, não pari e não adotei. Tecnologia, feitiçaria, cegonha? Não. O irmão dele por parte de pai veio morar conosco.

Eu nunca quis outro filho. Isso é certo como dois mais dois na minha cabeça. É aquele papo: se vier, ótimo, mas não vou planejar engravidar de novo. Sou realizada com um filho só e os argumentos de que é bom para a criança ter um irmão porque blablablá nunca fizeram nem cosquinha na minha convicção.

Aí, eis que pousa um avião e lá de dentro sai o irmão, uma criança que eu conheço desde que tinha quatro anos e gosto desde o primeiro dia em que vi. Como eu moro em São Paulo e ele em Salvador, tivemos pouca convivência nestes sete anos, mas sabe empatia? Então.

E pronto. A nossa vida mudou. Uma criança de dez anos trouxe na mala alguma poção mágica que fez meu coração abrir mais espaço para o amor. Eu, boba, achava que meu coração já estava todo preenchido com o amor que sinto pelo Levi. Mas ali ainda tinha espaço. Talvez a gente tenha uma bombinha tipo um calibrador de pneus dentro do peito. Enche mais, moço. Mais um pouco.  Pode encher que não vai explodir, não.

– Levi, eu te amo. O amor que sinto por você será sempre o maior de todos. Eu te amo mais que Chicabom, mais do que aqueles chocolates que eu como escondida pra não ter que dividir com ninguém, mais que tudo. Mas um pedaço do meu coração tem um novo dono. O seu espaço está garantido pra sempre. Mamãe só quer te dizer que o coração dela deu uma inchada.
E não é por nada, não, mas no seu peito  também tem bombinha de calibrar pneu, viu? Porque nunca vi alguém tão apaixonado por outra pessoa como você.

Obrigada, destino, por ter traçado este caminho nas nossas vidas.

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Onde guardar os brinquedos

Outro dia publiquei no facebook algumas ideias para organizar a bagunça do quarto das crianças. Mas nem todas as fotos foram para lá. Separei algumas para o blog.

Eu sou louca por aqueles cestos coloridos de plástico. Tenho pra brinquedo, roupa suja, pra gelar cerveja. Eles são super funcionais. Até pra misturar tinta uma vez que resolvi pintar a parede do quarto, o cesto foi útil.

Mas você pode usar baldes, sacolas e até a boa e velha sapateira que vende na feira livre:

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fonte: pinterest